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SDC

terça-feira, 3 de maio de 2016

Libertação de preconceitos e regras


Libertação de preconceitos e regras...ora nada mais a apropriado depois de um fim-de-semana, bem louco diga-se de passagem, a comemorar o nosso 25 de Abril do que parar para pensar durante uns minutos neste tema. Afinal o que é a Liberdade?

Passamos a nossa infância a ouvir falar de heróis, homens e mulheres, que lutaram e se sacrificaram para que hoje sejamos livres, para que possamos realmente viver em liberdade e desfrutar tudo o que as gerações dos nossos pais e avós não puderam. Mas a verdade é que damos por nós a pensar, mas afinal qual foi a liberdade conquistada no 25 de Abril de 1974? Conquistamos a democracia, a liberdade religiosa e de pensamento, mais recentemente algumas liberdades sexuais e direitos de minorias...mas será que a liberdade de hoje, mais de 40 passados, é assim tão efetiva. Será que, como sociedade, abandonamos definitivamente velhos hábitos, como o de apontar apontar o dedo e julgar todos os que nos são diferentes?

A nossa reflexão é da nossa realidade, das experiências e de todas as situações em que sentimos ou assistimos ao condicionamento, critica e opinanço dentro do ambiente "liberal". Liberal propositadamente entre aspas, sim porque o facto de existir sexo com vários parceiros não nos dá o direito ou a liberdade para assumir que todos e até nós somos efetivamente liberais. Nós próprios não nos podemos considerar totalmente liberais, é verdade que fazemos um esforço para nos libertarmos das amarras sociais, conhecermos outros pontos de vista, outras realidades e outras formas de estar e não nos cabe a nós nem a ninguém julgar ou criticar. Cada qual é como é e cada casal é livre de viver os seus desejos, fantasias ou fetiches.  Podemos concordar ou discordar, gostar ou não, até dar a nossa opinião quando solicitada, mas só e apenas isso. A liberdade não nos dá o direito de magoar ou criticar de forma brusca ou dura, até porque temos sempre a opção de nos afastar sem causar rupturas e alvoroço, sim porque acima de tudo somos pessoas, com sentimentos, inseguranças, fragilidades e a liberdade implica sempre uma dose extra de responsabilidade e respeito.

A nós já nos apontaram o dedo algumas vezes e já deixamos que isso nos afetasse, que isso nos condicionasse a forma de estar e de agir. Como um casal muito experiente que conhecemos e de quem gostámos muito, nos referiu neste meio há que procurar sermos fieis a nós próprios e manter o respeito pelo outro. O swing começa em casa, entre os membros do casal, aquilo que acontece fora das quatro paredes dos nossos quartos é apenas uma extensão do que pretendemos para nós próprios e não temos o direito de apontar o dedo nem julgar ninguém. Os problemas resolvem-se com diálogo e abertura, com compreensão e amor. Há atitudes reprováveis certamente, algumas até criminosas mas até essas não nos cabe a nós julgar mas sim aos juízes e aos olhos da lei.

No que toca à nossa liberdade, somos livres para sermos nós próprios e desfrutarmos da nossa sexualidade da forma que achamos melhor para ambos. Temos amigos, grandes amigos neste meio, com alguns partilhamos amizades que vão muito para além do contexto meramente sexual, amigos por quem nutrimos carinho e admiração, amigos com quem temos pontos em comum e que também discordam de nós...se nós estamos constantemente a discordar um com o outro era no mínimo absurdo não permitirmos que discordassem de nós, mas não é isso que nos faz gostar mais ou menos, o que nos une é algo muito maior, une-nos a amizade, o carinho e o respeito, mas isso fora da "cama", sim porque no sexo une-nos algo muito diferente, une-nos o calor o sexo e a tesão.

A liberdade no meio liberal temos vindo a aprender que é uma meia liberdade, como em toda a sociedade vemos de tudo, casais mais ou menos bem resolvidos, uns que desfrutam de tudo de bom que este meio tem para oferecer, outros que perdem tempo a apontar as falhas e os defeitos com que se vão deparando...lá está, até no "liberalismo" somos livres para escolher o "caminho da luz", mas isso não quer dizer que o façamos...nós pelo menos vamos tentando manter uma mente aberta.

Há muito para dizer sobre este tema e quem sabe daqui a uns anos voltamos com ele à baila, mas até lá libertem-se de preconceitos!!!!  ;)




Beijinhos e abraços,